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Coronavírus

O que você precisa saber?

Doenças autoimunes e os exercícios físicos – mais relacionados do que você imagina

As doenças autoimunes representam um problema de saúde pública que acomete de 3 a 5% da população mundial e são altamente relacionadas com os exercícios físicos. Essa conexão, muitas vezes desconhecida pela maioria das pessoas, deve-se ao fato de que as atividades que exigem esforço corporal estão sendo utilizadas cada vez mais como tratamento não medicamentoso para enfermidades que afetam o sistema imunológico, tendo seus benefícios estudados por diversos pesquisadores que buscam melhorar a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos que possuem essa condição.

Inicialmente, para relembrar o que são doenças autoimunes, é válido ressaltar o conceito de sistema imunológico, que é um complexo conjunto de células que cuidam da defesa do organismo, protegendo-o de infecções e problemas que venham a prejudicar o funcionamento do corpo.

Nessa perspectiva, o sistema imunológico, frente a ameaças que provavelmente irão causar danos ao organismo, produz uma resposta para combatê-las, essa reação se dá através de células de defesa e anticorpos, que tem o objetivo de preservar os componentes do corpo.

Seguindo esses conceitos, as doenças autoimunes são condições nas quais o sistema imunológico identifica substâncias ou células que são próprias do organismo como ameaças e produz anticorpos contra elas, levando a um prejuízo na saúde do indivíduo que possui essa comorbidade.

Como mencionado anteriormente, as doenças autoimunes atingem uma porcentagem relevante da população. Nesse sentido, as principais patologias que se enquadram na definição mencionada são a artrite reumatoide, a diabetes mellitus, a doença celíaca (enteropatia sensível ao glúten), a esclerose múltipla, o lúpus eritematoso sistêmico, a psoríase e o vitiligo.

De acordo com os estudos mais recentes, ainda não se sabe exatamente o que causa esse problema no sistema imunológico que caracteriza as doenças autoimunes, porém as evidências apontam para isso como sendo uma complexa interação entre fatores ambientais, fatores genéticos, baixos níveis de atividade física e estilo de vida.

Nesse sentido, os exercícios físicos se relacionam com o sistema imunológico podendo produzir dois tipos de efeitos. Um deles é o efeito agudo, que se refere a uma queda da resposta imunológica, chamada imunodepressão, que ocorre devido ao exercício físico e esse decaimento costuma durar de 4 a 6 horas.

Entretanto, isso não ocorre em todos os indivíduos, pois o efeito agudo depende da nutrição, sono, hidratação, treino, estresse e doenças preexistentes que ele apresenta. Sendo assim, uma pessoa com uma boa alimentação, por exemplo, não terá a imunodepressão semelhante a uma pessoa que se alimenta de forma inadequada, produzindo então um efeito agudo diferente de acordo com as condições presentes em cada organismo analisado.

Além deste, outro efeito causado pela atividade que envolve esforço corporal no sistema imunológico é o crônico. Nesse caso, estudos determinaram que uma rotina constante de exercícios, de acordo com sua intensidade e volume, proporciona uma espécie de adaptação do organismo ao estresse físico causado por eles. Sendo assim, a longo prazo, isso leva à melhora na vigilância imunológica contra patógenos e à redução na ocorrência de infecções, especialmente do trato respiratório superior. De acordo com esses critérios, o mais recomendado para obter os benefícios é uma atividade moderada, como um
aeróbico de 40 minutos, por exemplo.

O exercício físico proporciona, portanto, melhora na resposta imunológica e por consequência auxilia no tratamento de indivíduos portadores de doenças autoimunes, seja pelos efeitos no sistema imunológico ou seja através dos outros benefícios oferecidos pela atividade física, como os efeitos positivos no psicológico e melhorias em outros sistemas do corpo.

Devido a expressiva quantidade de estudos relatando esses elementos, os exercícios físicos têm sido usados cada vez mais como tratamento para doenças autoimunes e espera-se que novas evidências científicas continuem surgindo demonstrando os efeitos benéficos da atividade que envolve o sistema
imunológico.

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